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sexta, 15 março 2019

DA DIREÇÃO - Mensagem para a Quaresma 

cruz-coroaFamília do Pai para a Igreja é o lema que escolhemos para este ano, na Família de Lisboa e que, nesta Quaresma, ressoa mais forte, sobretudo se pensarmos no momento atribulado porque passa a Igreja universal.

Sendo este o tempo da conversão, do arrependimento, dos propósitos e da misericórdia, agarremos a oportunidade, enquanto membros desta comunidade, para fazermos algo que nos permita - em simultâneo - trabalhar a nossa própria conversão e pensar como ajudar o Papa que tenta manter a Igreja unida e incólume perante os ataques dos demónio, que a pretende implodir.

Sugerimos um pequeno exercício de imaginação e que acrescentemos, no nosso lema, um “s” à palavra “Família”, e pensar, de olhos fechados, no que poderemos oferecer à Igreja, reflectindo a partir deste suposto lema: Família(s) do Pai para a Igreja.

Mais do que uma simples abordagem retórica é-nos proposto que a Quaresma seja um tempo activo de reparação e oração.
O Santo Padre, na sua mensagem quaresmal de 2019, refere que “a Quaresma não é só sinal de conversão pessoal mas, também, um chamamento aos cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta o mistério pascal na sua vida pessoal, social e familiar, particularmente através do jejum, da oração e da esmola.”

Para que se entenda bem o alcance de cada uma destas acções recomenda-se vivamente a sua leitura.

Mas fechemos de novo os olhos e coloquemo-nos há 100 anos atrás, no pequeno lugar de Aljustrel, paróquia de Fátima. Três crianças, longe do bulício da guerra e das tribulações loucas daquele tempo receberam um gigante pedido de colaboração e uma mensagem que exigia aos homens oração, penitência, entrega, arrependimento e conversão, tudo, mas tudo, mesclado de muito sacrifício ou, se quisermos, muito capital de graças.

E então? Será que é a época que nos impele sempre a referir a mesma coisa, as mesmas expressões ou as mesmas atitudes? Não, mil vezes não.

Não há outra forma de amar a Deus senão sofrer por amor e ir ao encontro dos seus desejos, abdicando de nós próprios. Então, numa comunidade de famílias que querem ser santas, e que formam oficinas onde se moldam homens novos para uma nova Igreja, sigamos o exemplo do Francisco, da Lúcia e da Jacinta.

Esta Quaresma começou, precisamente, muito poucos dias depois da comemoração dos 99 anos da morte da Jacinta e terminará muito poucos dias depois da comemoração dos 100 anos da morte do Francisco. Uma e outro incarnaram este amor pela Igreja que somos todos, por Jesus e pelo Papa mas também pela contemplação e pelos sacrifícios físicos, em reparação pelos pecados cometidos pela e contra a humanidade.
O Francisco é o Santo do silêncio e da Adoração; a Jacinta é a Santa do sofrimento reparador. Ambos, ontem, hoje e para sempre, são a interpelação concreta a cada um de nós, aos nossos passos calculados, certinhos, sem risco e sem nos querer pôr à prova o nosso amor.

Mas todos temos vocação para a contemplação, porque contemplar é viver o quotidiano da nossa existência sob o olhar de Deus, na dependência de Deus e no amor a Deus. Todos nós somos, por vocação, uns crucificados, uns penitentes, e aqueles que podem expiar no corpo e no coração os seus pecados e os pecados daqueles que, hoje, atentam contra Deus, Nossa Senhora e a Igreja, de forma abominável.

Família(s) do Pai para a Igreja, casais comprometidos, queremos fazer caminho de mudança e reparação?

Seja então a Virgem Santa Maria, nossa Mãe e Rainha, medianeira nestes nossos propósitos e nos ajude a ser os simples do Evangelho, os simples e pequeninos de Aljustrel, a quem o Céu deu a conhecer os mistérios do amor de Deus.

Em cada dia desta Quaresma façamos capital de graças e rezemos, em cada dia, como os pastorinhos:, sério, profundo, mortificador
“Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”

Nos cum prole Pia, benedicat Virgo Maria

Quaresma 2019
Isabel e João Castro Fernandes

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